Adilson Marques(Dirigente do Luz do Redentor) Laranjal Paulista

Adilson Marques(Dirigente do Luz do Redentor) Laranjal Paulista
Devemos sempre c aminha em direção a Luz, nao desistir frente os tropeços, ter fé, Amar incondicionalmente, e buscar sempre o discernir para verdadeiramente EVOLUIR......PAZ ELUZ!

SERVOS DO AMOR

SERVOS DO AMOR

Hippolyte Léon Denizard Rivail

Hippolyte Léon Denizard Rivail
ALLAN KARDEC

Bezerra de menezes

Bezerra de menezes

sábado, 15 de maio de 2010

FLAGELOS DESTRUIDORES


Com que fim Deus castiga a Humanidade com flagelos destruidores?

Resposta dos Espíritos — Para fazê-la avançar mais depressa. Não dissemos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem em cada nova existência um novo grau de perfeição? E necessário ver o fim para apreciaras resultados. Só julgais essas coisas do vosso ponto de vista pessoal, e as chamais de flagelos por causa dos prejuízos que vos causam; mas esses transtornos são frequentemente necessários para fazer com que as coisas cheguem mais prontamente a uma ordem melhor, realizando-se em alguns anos o que necessitaria de muitos séculos.



Deus não poderia empregar, para melhorar a Humanidade, outros meios que não os flagelos destruidores?

Resposta dos Espíritos — Sim, e diariamente os emprega, pois deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. E o homem que não os aproveita; então, é necessário castigá-lo em seu orgulho e fazê-lo sentir a própria fraqueza.



Nesses flagelos, porém, o homem de bem sucumbe como os perversos; isso é justo?

Resposta dos Espíritos — Durante a vida, o homem relaciona tudo a seu corpo, mas, após a morte, pensa de outra maneira. Como já dissemos, a vida do corpo é um quase nada; um século de vosso mundo é um relâmpago na Eternidade. Os sofrimentos que duram alguns dos vossos meses ou dias, nada são. Apenas um ensinamento que vos servirá no futuro. Os Espíritos que preexistem e sobrevivem a tudo, eis o mundo real. São eles os filhos de Deus e o objeto de sua solicitude. Os corpos não são mais que disfarces sob os quais aparecem no mundo. Nas grandes calamidades que dizimam os homens, eles são como um exército que, durante a guerra, vê os seus uniformes estragados, rotos ou perdidos. O general tem mais cuidado com os soldados do que com as vestes.



Mas as vítimas desses flagelos, apesar disso, não são vítimas?

Resposta dos Espíritos — Se considerássemos a vida no que ela é, e quanto é insignificante em relação ao infinito, menos importância lhe daríamos. Essas vítimas terão noutra existência uma larga compensação para os seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem lamentar.



Comentário de Allan Kardec: Quer a morte se verifique por um flagelo ou por uma causa ordinária, não se pode escapar a ela quando soa a hora da partida: a única diferença é que no primeiro caso parte um grande número ao mesmo tempo. Se pudéssemos elevar-nos pelo pensamento de maneira a abranger toda a Humanidade numa visão única, esses flagelos tão terríveis não nos pareceriam mais do que tempestades passageiras no destino do mundo.



Esses flagelos destruidores têm utilidade do ponto de vista físico, malgrado os males que ocasionam?

Resposta dos Espíritos — Sim, eles modificam algumas vezes o estado de uma região; mas o bem que deles resulta só é geralmente sentido pelas gerações futuras.




Os flagelos não seriam igualmente provas morais para o homem, pondo-o às voltas com necessidades mais duras?

Resposta dos Espíritos — Os flagelos são provas que proporcionam ao homem a ocasião de exercitar a inteligência, de mostrar a sua paciência e a sua resignação ante a vontade de Deus, ao mesmo tempo que lhe permitem desenvolver os sentimentos de abnegação, de desinteresse próprio e de amor ao próximo, se ele não for dominado pelo egoísmo.



É dado ao homem conjurar os flagelos que o afligem?

Resposta dos Espíritos — Sim, em parte, mas não como geralmente se pensa. Muitos flagelos são as consequências de sua própria imprevidência. Á medida que ele adquire conhecimentos e experiências, pode conjurá-los, quer dizer, preveni-los, se souber pesquisar-lhes as causas. Mas entre os males que afligem a Humanidade, há os que são de natureza geral e pertencem aos desígnios da Providência. Desses, cada indivíduo recebe, em menor ou maior proporção, a parte que lhe cabe, não lhe sendo possível opor nada mais que a resignação à vontade de Deus. Mas ainda esses males são geralmente agravados pela indolência do homem.



Comentário de Allan Kardec: Entre os flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados em primeira linha a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais à produção da terra. Mas o homem não achou na Ciência, nos trabalhos de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, os meios de neutralizar ou pelo menos de atenuar tantos desastres? Algumas regiões antigamente devastadas por terríveis flagelos não estão hoje resguardadas? Que não fará o homem, portanto, pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar todos os recursos da sua inteligência e quando, ao cuidado da sua preservação pessoal, souber aliar o sentimento de uma verdadeira caridade para com os semelhantes?




Fonte: Livro do Espíritos (Allan Kardec)

Livro Terceiro – As Leis Morais

Cap. 6 – Lei de Destruição

Item II – Flagelos Destruidores

VAMPIRISMO I


Entre os vários elementos, coisas e seres que agem sobre o comportamento humano, o mais perturbador eo que mais profundamente ameaça como estruturas físicas e espirituais do ser humano é o Vampirismo, porque é uma atuação consciente de ser um sobre o outro, para deformar -- - lhe os sentimentos e as ideias, conturbar-lhe a mente e levá-lo um atitudes e práticas contrarias ao seu equilíbrio orgânico e psíquico.



O Vampirismo é um fenômeno típico das relações interpessoais. Na vida material como na vida espiritual o Vampirismo é um processo comum e universal do relacionamento afetivo e mental das criaturas.



É o vampiro que um sacerdote fanatiza crente eo submetê às suas Exigências para explorá-lo com a promessa do Céu, como é o vampiro político demagogo que fascina os adeptos de suas ideias e os leva ao sacrifício inútil e brutal da revolta e do terrorismo. É o vampiro espírita ou o médium que fascina os ingênuos com uma Eça de poderes que não possui, revelando-lhes supostas reencarnações deslumbrantes e conduzindo-os ao delírio das suas Ambições de grandeza. É o vampiro negocista esperto que suga as Economias de seus clientes com falsas promessas para um futuro improvável. É o vampiro galanteador donjuanesco que se apossa da Afeição das mulheres inseguras para explorá-las. É vampiro o alcoólatra ou o Toxicomano que SEMEIA desgraça em seu redor. É o sagaz vampiro ou espírito vingativo que suga as energias das criaturas humanas e subjuga outros espíritos para agir na conquista e dominação de outras, e assim por diante, na imensa e variada pauta do Vampirismo espiritual e material.



No parasitismo, não espiritual mesmo, há uma tendência de acomodação do parasita na vítima. A lei é a mesma do parasitismo animal e vegetal. A Entidade espiritual Ajustar Parasitária Procura-se ao parasitado, Na posição de uma afim subpersonalidade.



Ambos Vivem em sintonia, mas o parasita às custas das Energias do parasitado, Cujo desgaste naturalmente aumenta de maneira progressiva. Ambos perdem e ganham nessa nefasta conjugação. O parasitado sofre duplo desgaste de suas energias mentais e vitais eo parasita cai na sua dependência, perdendo a sua individual Capacidade de sobrevivência e conservação.



A morte do parasitado afeta o parasita, com ele sugestivamente que morre, pois perdeu a Capacidade de viver, sentir e pensar por si mesmo. Os casos de pessoas dependentes, excessivamente tímidas, desanimadas, inaptas para a vida normal, essas de que se diz "passaram pela vida, mas não viveram", são tipicamente casos de parasitismo.



AS PRÓPRIAS Condições orgânicas dessas pessoas, que não reagem aos socorros Devidamente medicamentosos, à alimentação e aos estímulos do meio, de práticas espirituais ou físicas, decorrem de deficiências orgânicas, mas também da sobrecarga invisível do parasitismo espiritual.



Causas



As causas dessa situação mórbida decorrem de processos kármicos originados por associações criminosas em vidas anteriores dos comparsas.



Do livro "Vampirismo", de José Herculano Pires

ORAÇÃO E VIGILANCIA


O homem respeitoso, que curva o corpo no arado e sulca o seio virgem da terra, ora, porque arando está também orando.
A mulher, que se ergue e, tomando das mãos do pequenino, condu-lo através da experiência do alfabeto, ora, porque ensinar é orar.
O jovem, que renuncia à comodidade do prazer e oferece suas horas ao ministério sacrossanto da enfermagem, ora, porque atender à dor alheia também é orar.
O homem, que empreende a luta pela aquisição honesta do pão que lhe honra a estabilidade doméstica, ora, porque no cumprimento dos deveres morais também se está em prece.
Quem, buscando a fonte generosa, distribui água refrescante, ora, porque matar a sede do aflito é também orar.
Há, entretanto, fora do trabalho, uma forma diferente de orar.
A natureza é um templo, no qual o coração se faz altar, convidando o ser à comunhão com a vida.
Todo aquele que, depois da prece-ação, continua sentindo sede interior de paz, abandone, por momentos, o tumulto do mundo e mergulhe as antenas mentais no oceano de magnificentes cores da Natureza e repita no imo, em murmúrio, a oração dominical, para receber da Divindade alento e força para a jornada na qual, muitas vezes, o coração desfalece enfraquecido, Ouvirá, então, no interlóquio, a voz do Senhor, mantendo com a alma ansiosa um diálogo e colocando uma ponte no abismo que a separa do seu Criador.
* * *
A boca, na disputa verbalista, que é tentada ao revide e silencia, humilde, vigia, porque calar uma ofensa é repetir um pequeno curso de vigilância.
A mão que, em se levantando para apontar um ofensor, na via pública, dobra-se reverente, quedando-se caída, vigia, porque não acusar é exercer vigilância em si mesmo.
A alma, que despedaça a cólera aninhada no coração e que antes se dispunha a saltar perigosa sobre o agressor ao seu alcance, vigia, porque perdoar o crime é colocar-se em vigília.
Os dedos nervosos, que ao tomarem da pena para escrever um libelo, no qual, em se defendendo acusam, indo, inadvertidamente, cometer o mesmo erro, mas, no justo momento do revide, espalma a mão sobre o papel alvo, conferindo ao tempo a oportunidade de esclarecimento, vigia, porque não revidar golpe com golpe é exercitar a experiência de vigilância.
Há, ainda, uma vigilância pouco exercitada e recomendada pelo Senhor, que é aquela que convida o crente a conduzir a alma de tal maneira, que se não deixe contaminar pelo veneno do mundo, mesmo quando os fortes elos das tentações se unirem em cadeia vigorosa, ameaçando despedaçar a atividade das boas intenções.
_ “Está alguém entre vós aflito?” – indaga o apóstolo Tiago – “Ore!”.
E o Divino Mestre recomenda: “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação”.
Espírito: Vianna de Carvalho
Médium: Divaldo P. Franco – Enfoques Espíritas.

CONDUTA ESPÍRITA- O MÉDIUM


Esquivar-se à suposição de que detém responsabilidades ou missões de avultada

transcendência, reconhecendo-se humilde portador de tarefas comuns, conquanto graves e

importantes como as de qualquer outra pessoa.

O seareiro do Cristo é sempre servo, e servo do amor.

No horário disponível entre as obrigações familiares e o trabalho que lhe garante a

subsistência, vencer os imprevistos que lhe possam impedir o comparecimento às sessões,

tais como visitas inesperadas, fenômenos climatéricos e outros motivos, sustentando

lealdade ao próprio dever.

Sem euforia íntima não há exercício mediúnico produtivo.

Preparar a própria alma em prece e meditação, antes da atividade mediúnica,

evitando, porém, concentrar-se mentalmente para semelhante mister durante as

explanações doutrinárias, salvo quando lhe caibam tarefas especiais concomitantes, a fim

de que não se prive do ensinamento.

A oração é luz na alma refletindo a Luz Divina.

Controlar as manifestações mediúnicas que veicula, reprimindo, quanto possível,

respiração ofegante, gemidos, gritos e contorções, batimentos de mãos e pés ou quaisquer

gestos violentos.

O medianeiro será sempre o responsável direto pela mensagem de que se faz

portador.

Silenciar qualquer prurido de evidência pessoal na produção desse ou daquele

fenômeno.

A espontaneidade é o selo de crédito em nossas comunicações com o Reino do

Espírito.

Mesmo indiretamente, não retirar proveito material das produções que obtenha.

Não há serviço santificante na mediunidade vinculada a interesses inferiores.

Extinguir obstáculos, preocupações e impressões negativas que se relacionem com

o intercâmbio mediúnico, quais sejam, a questão da consciência vigilante ou da

inconsciência sonambúlica durante o transe, os temores inúteis e as suscetibilidades

doentias, guiando-se pela fé raciocinada e pelo devotamento aos semelhantes.

Quem se propõe avançar no bem, deve olvidar toda causa de perturbação.

Ainda quando provenha de círculos bem-intencionados, recusar o tóxico da lisonja.

No rastro do orgulho, segue a ruína.

Fugir aos perigos que ameaçam a mediunidade, como sejam a ambição, a ausência

de autocrítica, a falta de perseverança no bem e a vaidade com que se julga invulnerável.

O medianeiro carrega consigo os maiores inimigos de si próprio.

“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.” — Paulo. (I

CORÍNTIOS, 12:7.)

terça-feira, 30 de março de 2010

VELHAS ENFERMIDADES

O livre arbítrio é uma das bênçãos que distinguem a Humanidade no concerto da Criação.

Nos círculos inferiores da vida, a evolução ocorre de forma automática.

No âmbito humano, os instintos gradualmente perdem a primazia na formulação dos destinos.

Na medida em que se afasta dos círculos primitivos, o homem principia a fazer opções.

Não mais instintos e sensações, mas razão e sentimentos dão o tom da caminhada.

Os equívocos são bastante comuns nesta fase, pois apenas seres perfeitos não erram.

Ocorre que toda violação da Lei Divina traz conseqüências naturais e automáticas.

Todo erro deve ser reparado.

A reparação é tão mais penosa quanto mais consciente seja o agente.

Os erros do ignorante são mesmo esperados e de fácil reparação.

Quem já possui vasta experiência tem o dever de comportar-se melhor.

A renitência no mal, quando já se tem condições de viver no bem, costuma gerar dolorosos processos expiatórios.

As sucessivas encarnações fornecem vastas oportunidades de aprendizado e refazimento perante os Códigos Divinos.

Salvo o caso das almas missionárias, plenas de amor e sabedoria, a vivência de dores atrozes costuma indicar reparação de males do passado.

Entretanto, muitos Espíritos, quando se vêem fortemente complicados perante as Leis Divinas, assumem o papel de vítimas.

Olvidam que seus atos de vontade é que atraíram a dor para suas vidas.

Lançam-se em infindáveis reclamações e adotam comportamento passivo.

Na realidade, deveriam educar a vontade desvirtuada no passado e assumir a responsabilidade pelas próprias vidas.

Quem costuma se achar vítima e gosta de reclamar demonstra possuir certas enfermidades psíquicas.

Tais enfermidades viciam a vontade e retardam a libertação.

Dentre esses fatores pode-se citar o abandono do esforço próprio.

Confrontada com a existência de vícios que lhe infelicitam a vida, a criatura afirma: Sou assim mesmo.

Permite que tristes hábitos que ela mesma criou, no exercício de seu livre arbítrio, continuem a dominá-la.

A indiferença perante a vida também é um sintoma de desequilíbrio espiritual.

Para não sofrer com a realidade de um Mundo que auxiliou a construir no passado, evita até pensar no que nele ocorre.

Questões sociais, políticas e ecológicas são afastadas da mente.

Igualmente é um sinal de psiquismo doentio o hábito de queixar-se de forças exteriores.

As dificuldades vivenciadas são culpa do patrão, da conjuntura econômica ou do governo.

Sempre há um terceiro para assumir o papel de culpado, enquanto a criatura posa de vítima indefesa.

Entretanto, urge reconhecer que a vida é feita de lutas e desafios.

As experiências se sucedem na medida da necessidade de aprendizado e resgate do Espírito.

Não há equívocos nos Códigos Divinos.

Em última análise, ninguém é culpado pelo que outro vive.

Assim, você construiu a sua vida tal qual ela é hoje, mediante inúmeros atos da mais livre vontade.

Convém agora assumir a responsabilidade por ela e lutar corajosamente para solucionar seus problemas.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita, com base na questão 254 do livro O consolador, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

O dirigente Espírita, os voluntários e os pedintes(por Wellington Balbo)

O administrador de empresas de sucesso é aquele que conhece com propriedade a realidade e o mercado em que sua empresa está inserida. Ele – o administrador – necessita estar atento ás mudanças de todas as esferas, para que permaneça atualizado e possa então dar sua parcela de contribuição para o crescimento da organização que está sob sua responsabilidade.

A realidade do administrador pode ser aplicada à realidade do dirigente espírita, que é, pelo menos em tese, o administrador da Casa Espírita. Por isso é de suma importância que o dirigente espírita adquira alguns conhecimentos básicos na ciência da administração. Mas por que adquirir esses conhecimentos?
Porque lidará com pessoas, com a administração propriamente dita, e, também, com valores tangíveis, tais como, o dinheiro e o patrimônio da Casa e valores intangíveis, como habilidade e aptidões dos trabalhadores que com ele estão freqüentando, e ou, administrando a Casa.

Nas visitas em palestras que realizamos nos Centros Espíritas procuramos conversar com os dirigentes sobre os trabalhadores da Casa.
Como estão? Há motivação no desempenho da tarefa que se propuseram a realizar no centro espírita? Estão comprometidos?

E a resposta vem nem sempre animadora: “São poucos trabalhadores”.
“Temos dificuldades com voluntários”.

Se a Casa que está sob sua direção, caro dirigente, não apresenta dificuldades com trabalhadores e há abundância de material humano, este artigo de nada servirá. Todavia, se enfrentas problemas com voluntários e há escassez de material humano, prossiga na leitura, porque diante do panorama que se apresenta cabe ao dirigente espírita fazer os seguintes questionamentos:

Por que são poucos os trabalhadores? Por que a mensagem espírita, que pede constante participação, não vem tocando o coração das pessoas? Será que falta divulgação? Maior clareza na comunicação? Será que eu, como dirigente espírita, conheço de fato o mercado, ou seja, a realidade em que estão mergulhados os freqüentadores da Casa que está sob minha coordenação?

Estes questionamentos requerem humildade, porquanto para confrontar a si mesmo e sua forma de administração o dirigente espírita terá de se desposar do orgulho. Um exercício que redundará, inclusive, em sua melhora moral. A grande questão é que o centro espírita, em muitas ocasiões, funciona como hospital a oferecer o lenitivo ao doente. Entretanto, esta deveria ser, em realidade, apenas a primeira etapa. No segundo momento o centro espírita deveria funcionar como abençoada escola, universidade da alma que educa os espíritos na busca do seu equilíbrio íntimo. Entretanto, está enraizada no ser humano a tendência de criar seres dependentes; ou seja, pessoas dependentes “eternamente” do passe, da cesta básica, do conselho...

Salientamos que toda ajuda à alma humana em dificuldade é importante e necessária, no entanto, o centro espírita em suas atividades deve primar pela educação que constrói criaturas amadurecidas, que podem caminhar com suas próprias pernas. Ao proporcionar meios para que as pessoas possam se auto governar o centro espírita formará um trabalhador, que deixará a condição de pedinte contumaz para tornar-se colaborador consciente e eficaz. Reforçando: o auxílio de todos os matizes prestado pela Casa Espírita é relevante, o que nada agrega é o falso auxílio que alimenta eternos pedintes, tornando o centro espírita apenas um hospital. Cabe, pois, ao dirigente espírita empreender esforços para que o centro espírita pule o degrau de hospital transformando-se em escola, habilitando o “recuperando” a servir de modo competente. Questionar sua administração e buscar sempre resultados positivos na questão que envolve a motivação dos trabalhadores é um quesito que não pode ser perdido de vista. A responsabilidade do dirigente espírita é grande, porquanto ele traz consigo o ideal espírita, que visa, fundamentalmente, a regeneração da humanidade.

Pensemos nisso.